sábado, 19 de outubro de 2013

Campânulas e flores do bem

Eiii biólogo, bom dia!

Acordei pensando nas campânulas. Sabia que estamos na época certa pra que elas floresçam? Final da primavera, início do verão.Vamos aproveitar que por aqui, nas nossas regiões serranas, ela vegeta bem.
Vou  manter o solo fértil, úmido, drenado e enriquecido com matéria orgânica. O sol pode estar pleno ou meia sombra...

Acordei pensando, na verdade, no quanto você é alto e bonito... No quanto você é atencioso e delicado, apesar do corpo rijo das artes marciais... Gosto seu jeito de inspirar mais Campos pras flores que tenho procurado plantar.
Fico feliz que o caminho da minha casa, agora, faça parte do caminho da sua. Escrevo precocemente porque, talvez, tenha um adjetivo pra te dar... (que me perdoem os gramáticos.) ... meu Gigante, aceita?


Um beijo,


De quem será sua colega de profissão em breve.

domingo, 6 de outubro de 2013

Domingo, dez da manhã.





Chico, nunca tinha reparado tanto na beleza dali. Domingo, nove da manhã. Será que é isso, Cícero? Você também viu, Camelo? Cardoso? O reflexo, o sol, a água, os azulejos, o azul, o frescor daquele dia. Fechou bem. Ficou bonito e incomum, na memória. Até resolvi voltar. Domingo, dez da manhã. É que a gente tem que ter voz ativa. Independente. Parti no ponto final. Terminei no início. E voltei. Ziguezagueei em rodas, qual roda o mundo, qual roda gigante, qual rodam as músicas na cabeça. E até o tempo rodou num instante. Ameno. E não é que, ainda faz um tempo bom? Podemos enfeitar domingos... podemos é levar a vida devagar pra não faltar amor.


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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Balões

Felicidade é esse sentimento de ser pleno que brota no pulmão. E meus pulmões estão assim... Cheios de ar... e disso que te faz perder o medo, querer gritar bem forte...querer voar alto e ir. cada vez mais longe, cada vez mais, encher.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Meu par

http://www.youtube.com/watch?v=WLxw8SGA_ew&


Um,     dois,     três,     pára.
(de novo)
Um,     dois,      três,     pára.


Um,   dois,   três,   pára.
Um,   dois,   três,   pára.


Menino do sorriso cheio
Que me ensina a ser conduzida
E esquecer  meu receio
Dos passos da vida
Que ditam
O compasso da batida

Tum Tum Tão
tum  tum   tão
Tum Tum Tão
tum  tum   tão

suas costas deslizam
pela minha mão
que se junta à sua
encontram-se os olhos
desata, reata
desce pela nuca
me enlaça,
me rodopia,
tonteia o ritmo
(meu?)
corpo-ação

Tum Tum Tão
tum tum tão
Tum Tum Tão
tum tutum tão

- Quem conduz que erra. 
Se culpa.
- Nem sempre. Me desculpa.
(Mas a culpa é sua.)


Um,   dois,   três,   pára.
Um,   dois,   três,   pára.


Um,       dois,       três,       pára.
Um,       dois,       três,       pára.



sábado, 29 de junho de 2013

Sobre uma janela



Foi muito provavelmente para onde sonhou ir
porque foi tudo que sonhou ser.

Tati,

Um quarto de hospital só é frio se a gente permite. Não era o caso. Nesse quarto, havia uma janela para o mundo e as invencionices de uma menina transplantada para a infância brasileira. Que a beleza do mundo hoje continue a ser inspirada pelos limeriques das coisas boas, de um bípede apaixonado. Que as Emílias sejam mais independência do que a  morte das crianças que povoam seu interior.


Um beijo,

Flor.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Com Paixão

Texto carinhosamente revisado pela flor Ana. F.


 É tão fácil enganar duas mulheres? Se isto é um jogo, todas as regras foram quebradas. Amor não é jogo, meu bem. E aí você já peca. E só o que realmente se faz é jogar fora todo bom sentimento. Você estilhaça toda a confiança. Aquela que tenho em mim e a que tenho nas pessoas. Estou ficando doente, quando, na verdade, o doente é você.
Não te culparia por se apaixonar por alguém e precisar viver isso . Por mais que doesse, me esforçaria, entenderia que alguns sentimentos são confusos e podem coexistir no peito da gente mesmo. Eu te deixaria livre, para viver plenamente essa história... enquanto fizesse sentido... mesmo que isso quisesse dizer pra sempre. Mesmo que isso significasse que eu teria de perceber que era hora de seguir meu caminho. Pra mim, não seria nem um pouco fácil abrir mão de todos os sonhos, nos quais, sem querer, incluí você... Mas seríamos ambos mais felizes.
Aquilo com o que eu não me conformo ainda é que prazer seja sentimento; que se aproveite da ausência de quem não pode estar presente. E a cada noitada sua, você conhece uma garota, sente desejo, atração. Nossa, que pernas bonitas! Nossa! Que decote! Un... Essa cinturinha!
É tão indispensável assim? Tão imperdível?
 E você cuida daquela garota a noite toda,  conversa agradavelmente, conta das viagens que fez - a maioria comigo!-, conta das partidas de futebol do campeonato brasileiro - que costumávamos assistir juntos toda quarta -, conta que ama brincar com bebês - principalmente meu irmãozinho mais novo. Conta também que ama teatro - não conta que sua irmã, minha melhor amiga, é atriz -, fala do quanto gosta de nadar - e dos nossos mergulhos aos domingos... deveria mostrar aquela foto, que todo mundo acha linda, de nós dois abraçados, metade imersos no espelho d´água... aquela foto... que o sol tá quase tão brilhante quanto o nosso olhar em direção um ao outro.
E, no fim, você leva a menina para o seu apartamento, meio bagunçado - porque estou apertada demais no hospital pra te ajudar a organizar - ... as roupas amontoadas num canto no chão do seu quarto, os tênis esparramados pela casa. Mas ela não liga. Ela já se comoveu com você. Ela já gostou do jeito que você a olha nos olhos, de como segura a mão dela, de como passa a mão pela cintura dela e a envolve, apertando-a contra seu corpo. Ela já gostou do seu cheiro, da camisa do seu time de futebol ou da camisa da sua banda preferida. Ela já gostou do jeito que você ajeita o cabelo dela. De como você é discreto e polido. Ela já gostou do seu tipo e principalmente do seu beijo, do seu gosto. E, assim, pra ela você é um cara capaz de se doar por inteiro. E ela nem imagina quão pela metade andam sendo seus compromissos. Você mostra a vista da sua varanda pra ela e como as estrelas estão bonitas. Ela se encanta. Começam a brincar com as roupas. Até que vocês morrem  madrugada afora,  ficam satisfeitos... se abraçam.... dormem juntinhos. Você dá um beijinho no ombro dela, elogia o corpo, aperta-a contra o seu e a faz dormir em seus braços. Pede o telefone, deixa aberta a possibilidade de um contato. Vocês podem - por acaso - se encontrar de novo. Você é todo fofo, oferece um café... se ela aceita, você gentilmente prepara... mas normalmente ela recusa... As vezes tem espaço para o banho... Finalmente, vocês descem as escadas de mãos dadas, você a levará em casa. O caminho é uma estrada... torta... Afinal, já amanheceu...  Você muda sua expressão, o carinho já não é tão macio mais, meio áspero ou duro talvez...  Será que ela já conseguiu assumir que se deixou enganar por você?  Você se arrepende? Ou é só medo de que ela possa pregar demais ou faça com que tudo isso caia em meus ouvidos? Você esfria. Ela nunca mais vai ter você. E eu? Eu jamais saberei desse(s) episódio(s).